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Minha história

Por muito tempo, eu soube muito pouco sobre quem eu era.

Não porque me faltassem sonhos, capacidade ou personalidade. Pelo contrário. Eu sempre fui intensa, curiosa, profunda e muito observadora. Mas passei boa parte da vida tentando compreender quem eu deveria ser a partir do olhar do outro.

Eu me adaptava aos ambientes, às pessoas e às expectativas. Quando sentia que havia espaço para ser quem eu era, eu me permitia existir. Quando não havia, eu me fechava.

E, pouco a pouco, fui deixando de me escutar.

Durante muito tempo, quando alguma coisa não fazia sentido, eu procurava o erro em mim. Tentava entender o que havia de errado comigo, por que determinadas situações aconteciam, por que algumas pessoas projetavam sobre mim coisas que eu não conseguia compreender.

Eu ainda não sabia que, muitas vezes, aquilo que recebemos do outro fala muito mais sobre o outro do que sobre nós.

A falta de autoconhecimento me levou, em algum momento, a perder justamente aquilo que eu mais precisava ter: a autoridade sobre a minha própria história.

Até que a vida me fez olhar para dentro.

A descoberta da maternidade foi um desses grandes marcos.

A chegada de um filho não transforma apenas a rotina de uma mulher. Ela também provoca um encontro profundo com a própria identidade. Existe um antes e um depois — e, entre eles, existe uma mulher tentando descobrir quem está se tornando.

Foi nesse processo que precisei revisitar muitos anos da minha própria história.

Olhar para a menina que fui.
Para a adolescente que poderia ter sido.
Para as escolhas que fiz.
Para aquilo que aceitei.
Para aquilo que não compreendi.
Para as vezes em que me diminuí para caber onde não havia espaço para mim.

E, principalmente, precisei aprender a olhar para mim com mais carinho.

Descobri uma criança que merecia ter sido olhada de outra maneira. Descobri uma mulher muito mais forte do que imaginava. E descobri que, embora eu não pudesse mudar o que vivi, poderia mudar a maneira como aquilo continuaria vivendo dentro de mim.

Foi assim que comecei a compreender algo que hoje considero fundamental: ninguém pode assumir por nós a responsabilidade de nos conhecer, nos valorizar e estabelecer os limites necessários para a nossa própria vida.

Essa responsabilidade é nossa.

E foi nesse caminho de descoberta que encontrei a psicanálise.

Quando encontrei a psicanálise, eu me encontrei.

Sempre fui atraída por aquilo que existe por trás das aparências.

O superficial nunca me bastou.

Eu queria compreender o porquê. O que existe por trás de uma escolha, de um comportamento, de uma repetição, de uma dor, de um silêncio. Sempre me fascinou a complexidade da mente humana e a maneira como aquilo que não compreendemos sobre nós mesmos pode continuar influenciando nossas vidas.

Quando comecei a estudar a psicanálise e encontrei uma abordagem que me convidava justamente a olhar para essas profundezas, a minha reação foi simples:

“É isso. Eu me encontrei.”

Percebi que aquilo que eu buscava compreender há tantos anos também fazia parte de quem eu era.

A escuta, a profundidade, a curiosidade pelo que existe por trás daquilo que é dito e, principalmente, o desejo de ajudar alguém a se encontrar em sua própria história passaram a fazer ainda mais sentido para mim.

Hoje, compreendo que a minha história não me preparou para oferecer respostas prontas.

Ela me ensinou o valor de fazer perguntas.

Não acredito que alguém precise chegar à psicanálise porque outra pessoa vai dizer quem ela é. Acredito justamente no contrário.

O processo é um convite para que você possa começar a descobrir isso por si mesmo.

Por que eu faço o que faço?

Porque eu sei o que significa passar muito tempo procurando respostas fora de si.

Sei o que é acreditar que talvez exista alguma coisa errada em você quando, na verdade, talvez você ainda não tenha tido espaço suficiente para se ouvir.

E sei também que descobrir a si mesmo não significa apagar a própria história.

Significa poder olhar para ela de outra maneira.

Ressignificar. Compreender. Reconhecer. Escolher.

Eu não acredito em uma vida sem dores, conflitos ou frustrações. Acredito em uma vida na qual podemos desenvolver recursos para atravessar tudo isso sem precisarmos nos perder de nós mesmos.

Foi isso que a minha própria caminhada começou a me ensinar.

E é esse espaço de escuta que desejo oferecer a quem chega até mim: um lugar onde você não precise desempenhar um papel, corresponder a expectativas ou ter todas as respostas.

Um lugar para olhar para dentro.

Com profundidade, mas também com humanidade.

Porque você pode ser muito mais do que aquilo que disseram que você era.

E pode descobrir, ao longo desse caminho, que também é muito mais do que um dia imaginou que poderia ser.

Talvez o encontro que esteja faltando na sua vida seja justamente o encontro com você.

“Eu sou muito mais do que me disseram que eu era e muito mais do que eu achava que poderia ser.”

Psicanalista | Palestrante | Consultora Acadêmica

Por que a psicanálise?

Muitas vezes tentamos aliviar aquilo que dói sem compreender o que está provocando aquela dor.

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É como tratar uma dor de cabeça todos os dias sem procurar entender por que ela continua aparecendo.

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A Psicanálise nos convida a olhar para além daquilo que aparece imediatamente: as palavras, os sentimentos, as repetições, os conflitos e aquilo que pode estar por trás deles.

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Não se trata de encontrar uma resposta pronta.

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Trata-se de criar espaço para que você possa construir sua própria compreensão.

Antes de chegar à Psicanálise, minha trajetória passou por diferentes áreas e experiências profissionais.

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Sou formada em Gestão da Produção Industrial e Gestão de Recursos Humanos, caminhos que me aproximaram de diferentes formas de compreender pessoas, relações, organizações e o mundo do trabalho.

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Minha história profissional também foi construída por experiências muito diferentes entre si. E hoje consigo olhar para cada uma delas como parte da mulher e da profissional que me tornei.

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Nem todo caminho é linear.

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E talvez seja justamente por isso que acredito tanto que cada pessoa merece ser compreendida em sua singularidade.

Uma trajetória feita de muitos caminhos

O meu compromisso é com a sua escuta

Eu não acredito em resposta prontas para histórias que são únicas.

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Não estou aqui para dizer o que você deve fazer, pensar ou sentir.

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Meu compromisso é oferecer uma escuta atenta, ética e acolhedora para que você possa olhar para suas próprias questões com mais profundidade.

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Também acredito nos limites da minha atuação. Se preceber que outra abordagem ou putro profissional pode oferecer um cuidado mais adequado para determinada situação, essa indicação fará parte da minha responsabilidade profissional.

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Porque cuidar também significa reconhecer quando não somos a pessoa certa para acompanhar alguém.

"As respostas nem sempre estão no que vivemos hoje, mas naquilo que nos trouxe até aqui!"

Você não precisa saber exatamente o que dizer.

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Não precisa chegar com tudo organizado.

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Se sente que existe algo dentro de vocÊ que precisa ser escutado, podemos comçar por uma conversa.

Fale comigo pelo whatsApp

Talvez o primeiro passo seja simplismente conversar

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© 2026 — Jhenifer Lamarca | Psicanalista 
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